Sintomas, diagnóstico, tratamentos e prognóstico: entenda tudo sobre a SMD
A síndrome mielodisplásica, ou SMD, é uma condição rara que afeta a produção das células sanguíneas, principalmente em pessoas mais velhas. Mesmo não sendo tão conhecida, sua progressão silenciosa e seu potencial de evolução para condições mais graves reforçam a necessidade de uma conscientização mais ampla. Um diagnóstico precoce faz toda a diferença, melhorando as opções de tratamento e as chances de manter a qualidade de vida do paciente.
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O que é síndrome mielodisplásica (SMD)?
É uma doença na qual ocorrem mutações das células da medula óssea, que passam a não conseguir amadurecer corretamente.
Como consequência, a quantidade de células sanguíneas maduras diminui, ocasionando as citopenias. A SMD pode afetar os glóbulos vermelhos (anemia) e brancos (leucopenia) e as plaquetas (plaquetopenia). A SMD geralmente acomete adultos entre 50 e 60 anos e tem diferentes subtipos, cada um com prognósticos e evoluções diferentes.
Sinais e sintomas da síndrome mielodisplásica
A SMD pode apresentar os seguintes sintomas comuns:
- Palidez;
- Fraqueza;
- Cansaço;
- Dores nas pernas;
- Sangramentos fáceis;
- Hematomas (manchas roxas no corpo);
- Infecções de repetição.
Diagnóstico da síndrome mielodisplásica
O diagnóstico da síndrome mielodisplásica é feito, principalmente, através de exames laboratoriais. Os mais comuns, que, além de diagnosticar, classificam os subtipos, são:
- Hemograma completo: avalia a quantidade e a qualidade das células sanguíneas, como glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas;
- Mielograma: realizado por meio de microscopia, permite a análise da forma das células da medula óssea. Na SMD, as células da medula óssea possuem alterações características, que mostram alterações da maturação celular;
- Biópsia de crista ilíaca: a análise de um fragmento ósseo retirado da bacia permite uma perfeita avaliação da celularidade da medula óssea, bem como de sua arquitetura;
- Imunofenotipagem: a partir da identificação de marcadores celulares, permite a identificação dos diversos tipos de células presentes no sangue e na medula óssea;
- Citogenética e cariótipo: avaliam se existem alterações cromossômicas nas células da medula óssea;
- PCR (reação em cadeia da polimerase): detecta mutações genéticas específicas que podem ter relação com a SMD.
Tratamento da síndrome mielodisplásica
As formas de tratamento da síndrome mielodisplásica variam de acordo com questões como subtipo e gravidade, além das condições clínicas do paciente. A seguir, destacamos os três principais tipos.
Terapia de suporte
Busca controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Isso ocorre mediante transfusões de sangue para aumentar o número de células saudáveis, antibióticos para combater infecções e outros procedimentos médicos que aliviam possíveis efeitos de outros tratamentos.
Essa abordagem não trata diretamente a causa da doença, mas dá suporte ao organismo no decorrer do tratamento.
Terapia medicamentosa
Direcionada para combater as células doentes e permitir que as células saudáveis voltem a se desenvolver corretamente. São feitos tratamentos como quimioterapia para eliminar as células disfuncionais e controlar a progressão da doença.
Dependendo do caso, podem ser prescritos medicamentos que atuam diretamente nas mutações genéticas associadas à SMD.
Transplante de medula óssea
O transplante de medula óssea, ou transplante de células-tronco, é a única opção que pode trazer uma cura definitiva para a síndrome mielodisplásica. É realizada a substituição das células doentes da medula óssea por células saudáveis de um doador compatível.
Ele geralmente é indicado apenas nos casos mais graves, pois é um procedimento com significativa morbidade, principalmente em pacientes mais idosos.
Prognóstico da síndrome mielodisplásica (SMD)
O prognóstico varia bastante dependendo de fatores como idade, alterações genéticas, número de citopenias e quantidade de células jovens na medula óssea. Existem subtipos de SMD que têm evolução lenta e poucos sintomas, permitindo uma boa qualidade de vida por anos. Por outro lado, também existem formas mais agressivas da doença, como as associadas ao excesso de blastos, que podem evoluir rapidamente para leucemia mieloide aguda (LMA), uma condição muito grave.
O tratamento adequado é primordial para controlar a progressão da doença e manter uma boa qualidade de vida, especialmente com as terapias medicamentosas e de suporte que abordamos. Já a cura só é possível com o transplante de medula óssea.
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