Principais sintomas, diagnóstico precoce confiável e avanços que vêm tornando o tratamento cada vez mais eficaz.
Um dos tipos de câncer que com mais frequência atingem o sistema linfático, o linfoma de células B envolve uma multiplicação descontrolada de glóbulos brancos.
Ainda que se trate de um tumor, a medicina tem tido avanços expressivos nessa área, transformando drasticamente para melhor o diagnóstico e o tratamento da doença. Saiba mais no conteúdo de hoje.
Entre em contato e agende uma consulta!
O que é o linfoma de células B?
Os linfócitos B são um tipo de glóbulo branco essencial do sistema imunológico. São células de defesa responsáveis por produzir anticorpos que reconhecem e combatem substâncias estranhas ao organismo.
Por sua vez, o linfoma de células B é um tipo de câncer que se origina nesses linfócitos. Em condições normais, esses glóbulos brancos se desenvolvem na medula óssea e circulam pelos sistemas sanguíneo e linfático. Ao encontrar um agente infeccioso, os linfócitos B se multiplicam, produzem os anticorpos e depois morrem naturalmente. O linfoma de células B interrompe precisamente esse ciclo celular, gerando células defeituosas que se multiplicam demais de não morrem quando deveriam.
Principais tipos de linfoma de células B
Existem diferentes subtipos de linfoma de células B, classificados de acordo com a velocidade de crescimento, as características genéticas e morfológicas e o local de origem das células no sistema linfático. Classificar apropriadamente o subtipo de linfoma é fundamental para se definir o tratamento mais adequado.
Especialmente quanto à velocidade de crescimento, eles se dividem em:
Linfomas agressivos
Nesses casos, os linfócitos B se multiplicam mais rapidamente. No entanto, apesar desse comportamento mais agressivo, esse subtipo costuma responder bem aos tratamentos, com altas taxas de remissão quando o diagnóstico é precoce.
Os principais subtipos de linfomas de células B agressivos são:
- Linfoma difuso de grandes células B (LDGCB): esse é o subtipo mais comum, chegando a representar 30% dos casos. Geralmente, aparece como uma massa de linfonodos com crescimento acelerado em pescoço, tórax ou abdômen;
- Linfoma de Burkitt: esse é um dos subtipos mais agressivos, crescendo em uma velocidade muito intensa e exigindo um tratamento bastante intensivo e imediato.
Linfomas indolentes
Nesses casos, os linfócitos B se multiplicam mais lentamente. Entretanto, são os subtipos com mais resistência à cura definitiva, caracterizando-se muitas vezes como doenças crônicas. Ainda assim, pacientes diagnosticados com linfomas desse subtipo costumam aproveitar uma boa qualidade de vida por muitos anos com o controle da doença.
Os principais subtipos de linfomas de células B indolentes são:
- Linfoma folicular: esse é o segundo subtipo mais comum. Tem crescimento lento e, em muitos casos, dispensa tratamento imediato, podendo ficar estável por anos (estratégia de “observar e esperar”);
- Linfoma de células do manto: esse subtipo tem comportamento distinto, podendo variar de períodos de crescimento rápido a períodos de certa estabilidade.
Sintomas do linfoma de células B
Os sintomas do Linfoma de células B variam de acordo com o tipo e o estágio da doença. Geralmente, o paciente percebe inchaços nos linfonodos, como pescoço, axilas ou virilha.
Esses inchaços, apesar de persistirem, costumam ser indolores. Os pacientes também relatam febre sem causa aparente, suor noturno intenso, perda de peso e cansaço.
Nos estágios mais avançados, o linfoma de células B pode ocasionar aumento de volume abdominal e indicar alterações nos exames de sangue, já que passa a afetar órgãos, como o fígado e o baço, e a medula óssea.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico do linfoma de células B deve ser feito por um profissional capacitado e demanda diferentes exames para confirmar a presença das células cancerígenas e definir o subtipo.
Os exames laboratoriais mais recorrentes incluem biópsia de linfonodo, imunohistoquímica e citometria de fluxo, que identificam marcadores específicos dos linfócitos B. Exames de imagem, como tomografias e PET-CT, ajudam a determinar a extensão da doença.
Estadiamento do linfoma de células B
Com o diagnóstico confirmado e com base nas imagens e nos dados obtidos, o oncologista dá início ao estadiamento, processo que tem como objetivo avaliar a extensão do linfoma de células B:
- Estágio I: linfoma limitado a um único grupo de linfonodos;
- Estágio II: afeta dois ou mais grupos de linfonodos no mesmo lado do diafragma;
- Estágio III: atinge regiões ganglionares em ambos os lados do diafragma (acima e abaixo);
- Estágio IV: envolve órgãos fora do sistema linfático, como fígado, ossos ou medula óssea.
Tratamentos para linfoma de células B
Por fim, o protocolo de tratamento mais adequado depende do diagnóstico precoce do subtipo enfrentado, além da análise mais detalhada das condições do paciente e da extensão da doença.
Entre as abordagens com resultados mais concretos estão a quimioterapia, a imunoterapia e a radioterapia. Técnicas mais modernas incluem o CAR-T Cell, uma terapia celular que reprograma as células de defesa do paciente para atacar o câncer. Transplantes de medula óssea também são utilizados, especialmente em caso de recidiva ou insucesso de outros tratamentos.
Perguntas frequentes
Linfoma de células B tem cura?
A maioria dos subtipos sim. Quando o tratamento é seguido corretamente, muitos pacientes alcançam a remissão completa e a cura.
Qual é o tipo mais agressivo?
O linfoma de Burkitt e o linfoma difuso de grandes células B (LDGCB) estão entre os mais agressivos quanto à velocidade de crescimento. Ainda assim, ambos respondem bem a terapias combinadas.
Todo linfoma precisa de transplante de medula óssea?
Não. O transplante geralmente é indicado para casos de recidiva (volta da doença) ou de insucesso dos tratamentos iniciais convencionais (quimioimunoterapia). Em alguns casos o transplante pode ser indicado já em primeira linha com o objetivo de consolidar a resposta inicial.
Fontes:

