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Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)
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A imunoterapia estimula o sistema imunológico a combater doenças como as autoimunes e o câncer

A imunoterapia é uma das abordagens mais promissoras para o tratamento de doenças autoimunes e do câncer. Por ser mais específica e direcionada, ela tem mostrado bons resultados em pacientes que não responderam bem aos tratamentos tradicionais, oferecendo uma nova chance de controle e até cura. A seguir, veja como funciona, seus tipos, benefícios e desafios.

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Como funciona a imunoterapia?

A imunoterapia é um tipo de tratamento que estimula o sistema imunológico do paciente a reconhecer e combater doenças, como cânceres e alergias. Essa terapia pode ser administrada por meio de medicamentos específicos ou pela utilização de células do próprio corpo do paciente. A forma como a imunoterapia atua depende da condição a ser tratada, variando conforme o tipo e a gravidade da doença.

Em alguns casos, o objetivo da imunoterapia é ativar células específicas do sistema imunológico para que elas ataquem o agente causador da doença. Em outros, o tratamento pode bloquear sinais que impedem o corpo de reagir normalmente. Por fim, também é possível introduzir componentes imunológicos capazes de atacar diretamente as células doentes, como as células tumorais.

Principais tipos de imunoterapia

Os inibidores de checkpoints imunológicos estão entre os tipos de imunoterapia mais utilizados. O sistema imunológico utiliza pontos de verificação, que são moléculas presentes em células normais, para evitar o ataque a tecidos saudáveis. Porém, células cancerígenas podem usar essas moléculas para escapar da detecção. Então, a imunoterapia bloqueia essas moléculas para permitir o reconhecimento e o ataque às células tumorais.

A terapia com células CAR-T é outro tipo de imunoterapia, que modifica as células T do próprio paciente para melhorar a capacidade delas de detectar e destruir células cancerígenas. Outra forma são os anticorpos monoclonais, proteínas criadas em laboratório que se ligam às células cancerígenas, ajudando o sistema imunológico a encontrá-las e eliminá-las.

Vacinas produzidas a partir de células tumorais ou de substâncias delas também podem ser usadas nas terapias como forma de auxiliar no reconhecimento e no ataque a elas. A terapia com citocinas também é uma opção da imunoterapia, que utiliza essas proteínas para estimular a resposta do sistema imunológico no combate ao câncer.

Imunoterapia no tratamento do câncer

A imunoterapia é frequentemente utilizada no tratamento do câncer, já que ela ajuda o sistema imunológico a detectar e combater células cancerígenas de forma mais eficiente. Embora o sistema imune consiga eliminar essas células, algumas conseguem se camuflar e evitar a destruição, permitindo sua multiplicação.

Cada tipo de imunoterapia é destinado ao tratamento de tipos de câncer diferentes, geralmente quando os tratamentos convencionais não proporcionaram os efeitos esperados ou quando há a recidiva do câncer. Entre alguns tipos que recebem a indicação, estão:

  • Câncer de bexiga;
  • Câncer de mama;
  • Câncer de cabeça e pescoço;
  • Câncer renal;
  • Câncer hepático;
  • Câncer de pulmão;
  • Leucemia;
  • Câncer de pele;
  • Linfoma.

Imunoterapia além do câncer

Além do tratamento do câncer, a imunoterapia pode ser utilizada para tratar outras condições, como doenças autoimunes, infecções e alergias. Esse procedimento tem o objetivo de estimular o sistema imunológico a lutar contra a doença ou a controlá-la e não foca diretamente no combate ao agente causador da doença.

Na imunoterapia para alergias, o paciente recebe doses crescentes do alérgeno por via injetável ou sublingual, o que reduz a sensibilidade e controla os sintomas. Com o tempo, o organismo passa a tolerar a substância. As alergias tratáveis incluem:

  • Respiratórias, como rinite alérgica e asma;
  • Causadas por picadas de insetos, como abelhas, formigas, vespas e marimbondos;
  • Conjuntivite alérgica;
  • Cutâneas, como a dermatite atópica.

As doenças autoimunes são aquelas em que o próprio sistema imunológico ataca tecidos saudáveis, como articulações, pele, intestinos e cérebro, causando uma série de sintomas que impactam a qualidade de vida. A imunoterapia regula ou modifica a resposta imune, utilizando as terapias-alvo ou os anticorpos monoclonais, que atingem grupos celulares específicos. As doenças tratadas são:

  • Asma;
  • Osteoporose;
  • Retocolite ulcerativa;
  • Psoríase;
  • Espondilite anquilosante;
  • Doença de Crohn;
  • Artrite reumatoide e psoriática;
  • Lúpus eritematoso sistêmico (LES).

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Benefícios e desafios da Imunoterapia

A imunoterapia pode ser menos agressiva e permite uma melhor qualidade de vida em comparação com outros tratamentos, como a quimioterapia, especialmente considerando que os pacientes muitas vezes já foram submetidos a essas abordagens anteriormente. Além disso, ela tem o benefício de ser personalizável, já que existem tipos diferentes dependendo do tumor.

Por outro lado, existem desafios para a imunoterapia. Nem todos os pacientes são candidatos ideais para esse tratamento e identificá-los pode ser desafiador. Além disso, os resultados podem levar tempo e alguns tipos de câncer apresentam melhores resultados que outros. O alto custo dos medicamentos também impede o acesso amplo para os pacientes.

Ainda que a imunoterapia seja bem tolerada de forma geral, os efeitos colaterais devem ser avaliados. Os sintomas podem variar de leves a graves, dependendo do comprometimento da doença e da saúde do paciente. Alguns sintomas comuns são:

  • Fadiga;
  • Náusea;
  • Diarreia;
  • Perda de apetite;
  • Reações alérgicas;
  • Inflamação de alguns órgãos, como tireoide, pulmões, fígado ou intestinos, em casos graves.

Fonte:

Ministério da Saúde.